Escola EB 2.3 Dr. Bissaya Barreto em Obras

Estão a decorrer obras profundas na cantina da Escola EB2,3 de Castanheira de Pera. Sendo necessárias há muito tempo, dadas as péssimas condições que a mesma apresentava. Após uma inspecção da ASAE, as obras na cantina arrancaram finalmente, no início do presente ano lectivo.
Sabendo-se que se prolongariam por algum tempo, e como não existiam condições para a confecção das refeições na escola, teve de ser contratada uma empresa, a EUREST, segundo referiu o Director do Agrupamento, professor António Alves Henriques. Sendo as refeições confeccionadas na escola do Avelar, optou-se por servi-las em dois espaços, no Bar e na Sala A1, realizando-se, para isso, algumas adaptações no espaço do Bar e transferindo as aulas de Música para outra sala.
As turmas foram distribuídas por esses dois espaços, ficando no Bar os quintos e sextos anos e o nono B e na Sala A1 os sétimos e oitavos anos e o nono A. Inquiridos alguns alunos sobre este assunto, há opiniões diferentes: uns aceitam bem a ideia, outros não gostam, mas compreendem a situação, havendo ainda outros que pensam que se devia ter usado uma sala maior…
Para melhor conhecimento de toda esta situação, o Director do Agrupamento acedeu a prestar-nos alguns esclarecimentos:
Filipa Henriques (FH) – Senhor Director, pode dizer-nos qual foi a origem deste projecto?
Director (D) - Desde há vários anos que estas obras de fundo eram necessárias, dadas as más condições do espaço anterior, tanto para a confecção das refeições, como para o bem-estar dos utentes, pois o mesmo era escuro e pouco acolhedor, apesar das pequenas intervenções entretanto feitas pela escola, para o tornar mais agradável. Desde há vários anos que vínhamos insistindo junto da DREC, para a necessidade destas obras, mas só agora foi possível realizá-las.

FH – Concretamente, que obras vão ser realizadas? Como ficará a nova cantina escolar?
DO Refeitório vai sofrer intervenções de fundo, sendo construído todo de raiz. Terá uma nova cozinha, espaços de armazenamento de géneros e produtos de higiene, instalações sanitárias e vestiários, assim como um espaço de sala de refeitório, mais amplo, luminoso e funcional. Espero que também seja contemplado com mesas e cadeiras novas.
FH – A empresa contratada presta serviço só nesta escola ou também noutras?
DA maioria das escolas da região têm os seus refeitórios concessionados a empresas. Por exemplo, esta presta serviço nas escolas do Avelar, de Ansião, de Alvaiázere… As escolas que não têm pessoal habilitado para trabalhar nos refeitórios vêem-se obrigadas a recorrer às empresas. No entanto, nós só adoptámos esta solução por causa das obras.
FH – Às vezes, costumam existir queixas sobre o serviço prestado por estas empresas. Já se verificaram alguns problemas com esta?
D No início, como a comida vem da escola do Avelar, verificaram-se alguns atrasos no início do serviço das refeições. Também houve dias em que as ementas não foram completamente respeitadas e casos em que a comida foi insuficiente para todos os alunos. Mas a empresa foi avisada e esses casos pontuais resolvidos. Agora parece que as coisas estão a correr muito melhor.
FH – Acha que os alunos reagiram bem a toda esta situação?
DA grande maioria, sim. Sei que há alguns que preferiam que se servissem as refeições noutro espaço, de forma a estarem todos juntos, mas isso não foi possível, pois só possuímos a Sala de Convívio, com espaço para isso ser feito, mas esta não tem água canalizada e outras condições necessárias ao funcionamento dum refeitório, como, por exemplo, para a lavagem da louça. Além disso, com esta solução conseguimos ter também o bufete a funcionar em condições aceitáveis. Também penso que os alunos não quereriam ficar privados do seu espaço de convívio!
FH – Tem havido algumas perturbações no normal funcionamento da escola, por causa das obras?
DSim, muitas. Os professores, alunos e funcionários queixam-se com o barulho. Às vezes também havia uma poeirada desagradável no espaço interior do Bloco A. Também se verificaram algumas falhas eléctricas. No entanto, o pior já passou, pois os trabalhos mais “pesados” já se realizaram. O problema que se mantém é o de não ser possível ainda a ligação do aquecimento central, que penso seja possível resolver brevemente. Quero aproveitar para agradecer a compreensão de todos, pois não havia forma, dada a extensão das obras a realizar, de as mesmas ocorrerem fora do período lectivo, convicto de que estes sacrifícios valerão a pena, em função das condições de que todos vamos poder usufruir, no futuro.
FH – Quando é que as obras deverão estar concluídas?
D Se tudo correr como está previsto, e dado que as obras têm prosseguido a bom ritmo, penso que poderá ser um pouco após o início do 2.º Período. Mesmo sabendo que às vezes há pormenores de última hora a condicionarem o final dos trabalhos, temos que ser optimistas.
FH – Para finalizar, tudo isto valerá a pena?
D – Como dizia o poeta “Vale sempre a pena, se a alma não é pequena”. A melhoria de condições que o novo Refeitório trará para todos, desde os trabalhadores aos utentes, virá seguramente compensar todas as contrariedades por que toda a escola tem passado.
FH – Obrigada pela sua colaboração.
D – Sempre ao dispor. Sou eu que agradeço a oportunidade de esclarecer a comunidade escolar sobre este projecto.

Feito o ponto da situação sobre esta requalificação da Cantina da Escola EB2,3 de Castanheira de Pera, o seu Director confidenciou-nos que a próxima prioridade será uma intervenção no piso do pavilhão desportivo e no telhado dos balneários.

Reportagem de Filipa Vanessa; C. Henriques, aluna n.º 4 do 8.º A